quinta-feira, 5 de julho de 2012

Capítulo IX.

-Turquesa, Há quanto tempo não tomava teu café...
-Ah John, não exagera, ele não é tanto assim, vai!
-Poxa, mas eu gosto! É pecado gostar do café de quem se ama?
-Não, seu bobo.
E assim, as três e tantas da manhã, um casal unido se esquentando com o corpo, café, e em um abraço, que fazia de dois virarem um. John Riley, morou um tempo com seu pai, John Forman II, seu avô John Forman. Sua avó, Margot; Acordava seu pai e ele todos os dias, as 05:00 para fazer o café para os dois, e depois John pai levava John filho para o ponto do ônibus escolar, na Pedra de Outono. Era o ano de 2006, e John era novo, não entendia da vida. Tentara se matar uma vez, quando viu o Medo de perto, mas, foi ali que ele se amarrou de vez nele. Depois de sua condição mental ser baseada nos fatos de seus pais serem separados, John foi morar com seu pai. E lá, no litoral, ele a conheceu: Guinneviere, Morena, cabelo ondulado, pernas finas, pouca bunda, olhos lindos, seios fartos, ombros meigos e gentis, cintura feltra e um jeito..."discreto" de andar. Ela usava óculos, vestidos, e usava o cabelo desprendido. John, depois a que viu, só se masturbou pensando nela. Coisa essa que o Medo odiava ver.
-Bom dia Guinniev...
-Oi, tchau.
Basicamente, esses foram os dias dos dois, até que John foi embora, ninguém sabendo como, nem o porque. Anita, sua amiga, sentiu sua falta, Thea, guardava a medalha de São Jorge, que Riley a deu. Riley presenteou Martha com uma pulseira de sementes, e antes de ir embora, chamou ela, a sua Musa, Guinnie, para se despedir...
...Ela saiu andando. Guinneviere sentia todo o ar pesaroso ao seu redor, mas, nada dizia, nada falava, mantinha-se quieta, e soberana, como se aquilo fosse o normal do comum. Ela sentia falta do "gordinho bobinho" do cabelo lisinho, jaqueta jeans de três quartos e olhos verde-cinzentados que tanto lhe faziram bem, tanto lhe queriam, só que, agora, ela estava tão muito, e tão só. Deus, logo eles se reencontrariam, e engatariam um relacionamento mais lindo e digno que qualquer outro homem possa ver na terra. John & Guinnie, diziam os amigos do casal, completavam um ao outro.
E tudo isso, Riley observava olhando os olhos negros de jaboticaba dela, enquanto ela falava alguma minúcia, ou quando cuidava dele. E as vezes ela parava, fazia cara de medo, ou falta de compreensão, e dizia:
-O que foi?
-Nada...
-Certeza, John?
-Sim...Hey!
-O que foi?
-Eu amo você.

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