domingo, 31 de janeiro de 2010

Capítulo VI

Os dias passaram, e com ele, John Riley foi morar com Guinnerviere e seu futuro. John se sentia perdido, mais sabia que estava indo em um bom caminho. Ele queria o que nunca teve: Uma família. Era apenas Ela e Ele, em um apartamento, sem medo de qualquer coisa. O que mais poderia ser melhor que só os dois juntos ? Um filho.
-Sabe, isso é tão errado e tão perfeito - Disse John.
-Eu também acho, mais é tão bom ver você todo dia ao meu lado na cama.
John sorriu, e a abraçou.
-Só vou buscar mais uma mala no carro.
-Ok John.
Logo saindo do carro com a última mala, o soturno lhe diz:
-Parabéns papai.
-É, novos desafios amigo.
-Quem disse que você, seria pai logo agora ?
-É, nem eu imaginava
O soturno para, imóvel, e olha para alguém, o mesmo que Riley encarou na estação.
-Ele está aqui de novo Riley...Olhe.
-Eu o conheço de algum lugar, mais de onde ? Ele é famíliar.
-Ele parece o ex da mãe doseu filho -Disse o soturno, preparando o ódio do agora nervoso Riley- Acho que ele precisa se lembrar que agora há limites na caserna, não concorda ?
-Com certeza, mais, antes, vamos ver aonde ele vai.
Ele segue o cara, subindo até o apartamento, e vê ele bater, Guinneviere abre a porta só de camisola e diz:
-Nossa ! Você por aqui Henry, entra vai.
-Claro, é bom ver que você ainda está linda.
Riley cai no chão, chora como um animal, vê tudo desabar. O Soturno amigo lhe diz:
-Lembra da tua raiva que você deixou ir embora por Ela ?
-Me deixa em paz cara...
Riley se ajoelha e faz o sinal da Cruz Ortodoxa enquanto o amigo lhe diz, o levantando:
-Vamos lá, ao menos ouça a conversa, miserável menino.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Capítulo V

O Impacto do som da voz de Riley, fez Ravena acordar imediatamente.
-Rae...Eu preciso ir, e sozinho

Ir para onde? - Ela ainda esta um tanto zonza.

-Embora, vou ver Minha Namorada

- Namorada? - Ela parece indignada - Como assim?

-Eu tenho uma namorada, ou você não viu a aliança no meu dedo ?

- Mas... ora! E eu, como fico?

-Fica com esse dinheiro, e vai pra esse endereço, cuidarão de você melhor do que nunca.
-Aonde é isso ?
-A casa dos meus amigos.

- Você é louco mesmo.

- Mas você foi minha, então sou seu responsavel.

- Estou sem destino mesmo. - Ela respira e olha para onde estava deitada. - A proposito, quero que esqueça o que aconteceu aqui.

-Não posso.

- Pra você talvez não, mas para os outros...

- Foda-se os outros.

- Enfim... você entendeu.

-Eu estou indo, e, se cuide. Façao que eu te pedi.

- Ta certo.

E, Riley migrou ao norte, como se voltasse a sua terra, mais, ele ia ao rumo da Turquesa, uma ligação não deve ter sido a toa. Descendo na estação de onibus, Riley encontra o mesmo rapaz a encara-lo. Algo em Riley parece estranho para ele.

-Muito estranho.

Riley torna a pegar outro onibus e desce na estação de metrô mais proxima dali. Sua bagagem, aparentemente pesada, porém inseparavel fica depositada aos seus pés. Sentado desta vez, ele fica a observar as pessoas dentro do vagão.

Uma senhora com um carrinho de feira que lia o jornal de umas três semanas atrás, se sentava na extremidade da frente do vagão. Um homem de terno, gravata e uma pasta preta na mão se recusava a sentar mesmo o vagão estando praticamente vazio. Um casal usufruia do proprio "amor" um pelo outro no fundo do vagão.
- Riley, Riley, Riley... Eu ja te falei o quanto acho que sua especie é miseravel? Correndo pelas proprias vidas. Sofrendo por migalhas deixada pelo alto calão da sociedade que foi criada, sabe-se lá Deus, por quem.
-E eu odeio quando eu sou um deles.
- Riley, quando se vive na sociedade, se está na sociedade. Mas, com raras exceções, pode-se abrir o nivel de social. Assim como você faz comigo. Assim como aquele cara da estação que estava a te observar também.
-Ele só me olhou, eu quero saber como está a Minha Turquesa, deve ter acontecido algo...
- Isto é mais claro que água de nascente. - Ele começa a caminhar pelo vagão. - E convenhamos Sir John Riley, você sabe o que é. Pode não ter pensado na hipótese, ainda. Mas sabe muito bem o que é. E como foi.
-Ok, ok...
As portas se abrem, Riley sai num pulo, olhando pros lados, tudo muito calmo...
Um dia quieto e sem onomatopeias para descrever o "silencio" da cidade.

John caminha com pressa. Seu desejo começa a se confundir com sua angustia. O silencio se torna torturante. Ele coloca seus fones de ouvido, talvez alguma musica o alivie.
E, em tal estado de dor, Riley meditava em seu silêncio, ouvindo apenas sua voz e seu ouvido lotado de música. E, Guinnevire, abrindo a janela, o olha chegar. Antes mesmo de John bater sua porta, Guinnevire a abre, com um sorriso discreto no rosto.

- Uau! O Serviço de quarto aqui está uma beleza! - Diz John, sorrindo também
-Entra John, você deve tá cansado.
- Cansado? Só um pouco. E você, como está?
-Preciso conversar contigo...E, antes matar a saudade.
Ela fecha a porta, após ele entrar. Ao se virar, ja se depara com John e um beijo acontece.
- Incrivel é notar como ela ainda fica vermelha ao te ver John. - Riley ouve em sua mente, e ri um pouco.
-Sua voz...
-Ela mesmo.
-Eu não sei como ela não a incomoda...
-Nem eu, mais, além dela, eu tenho você.
E John a puxa novamente. E em tentativa de fala e beijo ao mesmo tempo, Guineverie tenta dizer:
- John...é...sério... - Ela se separa o empurrando pela cintura. - Preciso falar com você.
-Diga então...
-Bem... Não sei qual vai ser a sua reação...
-Não vai descobrir enquanto não falar.
-É que estou grávida. - Ela evita o encontro nos olhos dele.
- Só isso? - Riley diz, como se estivesse indignado
- Como assim "só isso?". É uma criança!
- Eu sei, só estou brincando. - Ele sorri levemente
- Nossa, como você consegue fazer brincadeira depois de saber que vai ser pai?
- Não sei. Desespero talvez.
Riley começa a demonstrar seu apavoro em relação ao rumo, e diretamente ao assunto daquela conversa.
-Quanto tempo ?
-Não sei, um Mês, ao menos.
-Bem, vou me cuidar...
-Riley, eu quero que você venha morar comigo.
-Ok, eu virei.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Capitulo IV

Trinta e três quilômetros de distancia dali, Guinevere se revira na cama. Uma bela jovem, com insônia aparentemente.

- Algo não está certo. - Ela diz pra si mesma.

Guinevere vai até a cozinha de sua casa, toma um copo de água, olha o relógio: "01:32 am"

- Ele vai me matar.

Ela pega o telefone e disca um numero

- Alô - Diz uma voz na outra linha

- John, desculpa ligar agora estava dormindo?

Turquesa. Esse era o cheiro de que ele tanto sentia...

-Tudo bem Turquesa ?

- Não sei, não estou conseguindo dormir. Esse negócio da mudança, me afastar, de todos,dos meus amigos e de você...

-Eu sei, mais, está tudo bem, eu estou com você sempre. E com certeza você vai poder arranjar

- Pode deixar Morena, está tudo bem... E nós dois, estamos de bem Turquesa ?

- Ah... Você sabe que eu não consigo ficar brava com você por muito tempo.

-Eu amo você muito, muito mesmo. Minha Turquesa, sem você eu acho que morreria

- Que você fez, John?

-Até agora nada...

- Tem certeza?

– Tenho, absloutamente... São somente as vozes...

-Vozes... Sei.