segunda-feira, 12 de julho de 2010

Capítulo VIII

No mais tardar, deveria ser umas onze horas, e um sol entrava pela janela de seu quarto, dando a única luz que estava naquele lugar. Num gesto brusco e seco, Riley se levanta da cama.

– Que porra é essa? – Disse gritando.

Nisso, acorda Guinneviere:

– Deve ter sido um pesadelo, vem aqui comigo de novo.

Riley se confunde, não sabe exatamente qual parte foi um sonho, qual foi real. O mundo nunca pareceu tão maleável em toda sua vida.

– Você está bem?

– Por quê John, eu deveria não estar?

– Eu poderia jurar que você estava grávida!

Então ela solta um soco em John, e fala:

– Só porque fazemos sem, não significa que eu vou ficar. Lembra que nós nos cuidamos e nos prevenimos?

– Au! Ok... Ok... – Ele diz quase rindo e esfregando o braço que ela socou. – Mas sei lá, não é?

– Sei lá ? Você quer ter um filho agora?

– Não. Ainda não.

– Então, pare com isso. Está tudo bem. Eu perdi o sono, vamos tomar um café?

– Vai preparando, que eu já vou.

Guinneviere calça suas pantufas e vai em direção a porta, para de repente e se vira, então diz a Riley:

– Hei... Eu te amo.

– Oh... Que bonitinha. – E joga um travesseiro nela. – Agora vai fazer meu café, mulher! – E ambos começam a rir.

Assim que Guinneviere sai, John passa ouvir o barulho de algumas palmas. Eis que surge seu companheiro intrínseco.

– Muito bonito hein?

– O que?

– Essa sua coisa romântica, e que bizarro esse sonho, não?

– Espero que tenha sido somente um sonho mesmo. E eu ainda sim sou uma pessoa normal.

– Ora John, você nunca foi uma pessoa anormal. E a loucura sou eu.

– Verdade...Você percebeu como era real ?

– Real? Digamos que aquilo foi real. Já parou para pensar se você estiver sonhando agora e tiver que voltar para aquela realidade?

– Ainda está cedo, não dê nós na minha cabeça, Medo.

– Os nós já estão feitos.

– John, vem logo!

– Estou indo, Rav... – John trava a língua. – Morena!

– Bem vindo de volta a realidade, John Riley. – E some da mesma forma que veio.

E nesse meio tempo, Guinneviere ouve toda a conversa na porta da cozinha, olhando a cafeteira trabalhar e pensa:

– Coitado! Cada dia que passa parece que isso fica até real pra mim.

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