O Impacto do som da voz de Riley, fez Ravena acordar imediatamente.
-Rae...Eu preciso ir, e sozinho
Ir para onde? - Ela ainda esta um tanto zonza.
-Embora, vou ver Minha Namorada
- Namorada? - Ela parece indignada - Como assim?
-Eu tenho uma namorada, ou você não viu a aliança no meu dedo ?
- Mas... ora! E eu, como fico?
-Fica com esse dinheiro, e vai pra esse endereço, cuidarão de você melhor do que nunca.
-Aonde é isso ?
-A casa dos meus amigos.
- Você é louco mesmo.
- Mas você foi minha, então sou seu responsavel.
- Estou sem destino mesmo. - Ela respira e olha para onde estava deitada. - A proposito, quero que esqueça o que aconteceu aqui.
-Não posso.
- Pra você talvez não, mas para os outros...
- Foda-se os outros.
- Enfim... você entendeu.
-Eu estou indo, e, se cuide. Façao que eu te pedi.
- Ta certo.
E, Riley migrou ao norte, como se voltasse a sua terra, mais, ele ia ao rumo da Turquesa, uma ligação não deve ter sido a toa. Descendo na estação de onibus, Riley encontra o mesmo rapaz a encara-lo. Algo em Riley parece estranho para ele.
-Muito estranho.
Riley torna a pegar outro onibus e desce na estação de metrô mais proxima dali. Sua bagagem, aparentemente pesada, porém inseparavel fica depositada aos seus pés. Sentado desta vez, ele fica a observar as pessoas dentro do vagão.
Uma senhora com um carrinho de feira que lia o jornal de umas três semanas atrás, se sentava na extremidade da frente do vagão. Um homem de terno, gravata e uma pasta preta na mão se recusava a sentar mesmo o vagão estando praticamente vazio. Um casal usufruia do proprio "amor" um pelo outro no fundo do vagão.
- Riley, Riley, Riley... Eu ja te falei o quanto acho que sua especie é miseravel? Correndo pelas proprias vidas. Sofrendo por migalhas deixada pelo alto calão da sociedade que foi criada, sabe-se lá Deus, por quem.-E eu odeio quando eu sou um deles.
- Riley, quando se vive na sociedade, se está na sociedade. Mas, com raras exceções, pode-se abrir o nivel de social. Assim como você faz comigo. Assim como aquele cara da estação que estava a te observar também.
-Ele só me olhou, eu quero saber como está a Minha Turquesa, deve ter acontecido algo...
- Isto é mais claro que água de nascente. - Ele começa a caminhar pelo vagão. - E convenhamos Sir John Riley, você sabe o que é. Pode não ter pensado na hipótese, ainda. Mas sabe muito bem o que é. E como foi.
-Ok, ok...
As portas se abrem, Riley sai num pulo, olhando pros lados, tudo muito calmo...
Um dia quieto e sem onomatopeias para descrever o "silencio" da cidade.
John caminha com pressa. Seu desejo começa a se confundir com sua angustia. O silencio se torna torturante. Ele coloca seus fones de ouvido, talvez alguma musica o alivie.
E, em tal estado de dor, Riley meditava em seu silêncio, ouvindo apenas sua voz e seu ouvido lotado de música. E, Guinnevire, abrindo a janela, o olha chegar. Antes mesmo de John bater sua porta, Guinnevire a abre, com um sorriso discreto no rosto.
- Uau! O Serviço de quarto aqui está uma beleza! - Diz John, sorrindo também
-Entra John, você deve tá cansado.
- Cansado? Só um pouco. E você, como está?
-Preciso conversar contigo...E, antes matar a saudade.
Ela fecha a porta, após ele entrar. Ao se virar, ja se depara com John e um beijo acontece.
- Incrivel é notar como ela ainda fica vermelha ao te ver John. - Riley ouve em sua mente, e ri um pouco.
-Sua voz...
-Ela mesmo.
-Eu não sei como ela não a incomoda...
-Nem eu, mais, além dela, eu tenho você.
E John a puxa novamente. E em tentativa de fala e beijo ao mesmo tempo, Guineverie tenta dizer:
- John...é...sério... - Ela se separa o empurrando pela cintura. - Preciso falar com você.-Diga então...
-Bem... Não sei qual vai ser a sua reação...
-Não vai descobrir enquanto não falar.
-É que estou grávida. - Ela evita o encontro nos olhos dele.
- Só isso? - Riley diz, como se estivesse indignado
- Como assim "só isso?". É uma criança!
- Eu sei, só estou brincando. - Ele sorri levemente
- Nossa, como você consegue fazer brincadeira depois de saber que vai ser pai?
- Não sei. Desespero talvez.
Riley começa a demonstrar seu apavoro em relação ao rumo, e diretamente ao assunto daquela conversa.
-Quanto tempo ?
-Não sei, um Mês, ao menos.
-Bem, vou me cuidar...
-Riley, eu quero que você venha morar comigo.
-Ok, eu virei.