No mais tardar, deveria ser umas onze horas, e um sol entrava pela janela de seu quarto, dando a única luz que estava naquele lugar. Num gesto brusco e seco, Riley se levanta da cama.
– Que porra é essa? – Disse gritando.
Nisso, acorda Guinneviere:
– Deve ter sido um pesadelo, vem aqui comigo de novo.
Riley se confunde, não sabe exatamente qual parte foi um sonho, qual foi real. O mundo nunca pareceu tão maleável em toda sua vida.
– Você está bem?
– Por quê John, eu deveria não estar?
– Eu poderia jurar que você estava grávida!
Então ela solta um soco em John, e fala:
– Só porque fazemos sem, não significa que eu vou ficar. Lembra que nós nos cuidamos e nos prevenimos?
– Au! Ok... Ok... – Ele diz quase rindo e esfregando o braço que ela socou. – Mas sei lá, não é?
– Sei lá ? Você quer ter um filho agora?
– Não. Ainda não.
– Então, pare com isso. Está tudo bem. Eu perdi o sono, vamos tomar um café?
– Vai preparando, que eu já vou.
Guinneviere calça suas pantufas e vai em direção a porta, para de repente e se vira, então diz a Riley:
– Hei... Eu te amo.
– Oh... Que bonitinha. – E joga um travesseiro nela. – Agora vai fazer meu café, mulher! – E ambos começam a rir.
Assim que Guinneviere sai, John passa ouvir o barulho de algumas palmas. Eis que surge seu companheiro intrínseco.
– Muito bonito hein?
– O que?
– Essa sua coisa romântica, e que bizarro esse sonho, não?
– Espero que tenha sido somente um sonho mesmo. E eu ainda sim sou uma pessoa normal.
– Ora John, você nunca foi uma pessoa anormal. E a loucura sou eu.
– Verdade...Você percebeu como era real ?
– Real? Digamos que aquilo foi real. Já parou para pensar se você estiver sonhando agora e tiver que voltar para aquela realidade?
– Ainda está cedo, não dê nós na minha cabeça, Medo.
– Os nós já estão feitos.
– John, vem logo!
– Estou indo, Rav... – John trava a língua. – Morena!
– Bem vindo de volta a realidade, John Riley. – E some da mesma forma que veio.
E nesse meio tempo, Guinneviere ouve toda a conversa na porta da cozinha, olhando a cafeteira trabalhar e pensa:
– Coitado! Cada dia que passa parece que isso fica até real pra mim.