domingo, 12 de agosto de 2012

Capítulo XII

Riley adentra em um estúdio novo, com a mesma missão de sempre: Gravar, editar, passar takes, fazer arranjos. Riley sempre achou charmoso o modo de como seu pai tocava o violão, e como era lindo ser um músico. Então, algo místico aconteceu: Pela primeira vez em sua vida, ele não escolheu, ele foi escolhido. A música, que ele a tanto ama, tanto preza e tanto venera, logo, o escolheu para ser seu porta-voz, e voz ativa.
Passando entre a ante-sala do estúdio, vê uma mulher de óculos, bebendo café, e fazendo anotações.
-Deve ter muita gente requisitando este estúdio! Ele pensa, enquanto começa a montar seu armamento...
E, depois de armar todos os jogos de palhetas, afinar, armar efeitos nos pedais e alçar a sua guitarra, lá está Riley, defronte ao vidro do estúdio, com um espumado nas paredes que lhe lembra as vezes que visitou seu pai no sanatório...Ele faz uma brincadeira idiota, mas, de tradição: Ele levemente se joga no estofado, até que uma mulher, o olha com um jeito diferente, como se gostasse da brincadeira (E a única que gostava, era Guinnie...). Ele ri, e diz:
-Bom, ao menos aqui é seguro contra quedas e derrapões!
-Sim, mas não acho certo repetir isso. o Senhor F. é muito metódico com organização e segurança; Você sabia que este prédio foi proj...
-...Sim, contra uma guerra! Mas, no Brasil, no máximo a Revolução de 32, e ainda sim só em São Paulo.
-É mesmo - diz a menina, encantada com a guitarra de Riley, sua grosseria e simplicidade, coisa da qual a Turquesa tirava de cor e número.
-Prazer, Carolina.
-Prazer, Riley!
-Ah! O rapaz das cordas, então é com você que irei trabalhar? Bem, temos muito por fazer, tenho que te passar as cifras e tablaturas de umas músicas, espero que as conheça...
E assim, Riley conheceu Carolina, seu gosto para música, e tocou pela tarde, e noite afora. Do outro lado da cidade, Guinnie volta da empresa de logísta no Centro com uma resposta positiva: Passou para a segunda fase, e resolve passar no armazém perto daquele velho prédio para comprar uma bebida e comemorar, são só Quinze para as onze, Riley tuma seu rumo para casa, e de repente, "alguém" se projeta sobre ele:
-E aí, bonita?
-Quem?
-Não se faça de bobo, Riley! Estou falando da garota do estúdio!
-Ahm, sim, mas, me deixe quieto hoje, estou com dor de cabeça...
-Dor de cabeça? Sei...Tudo bem, volto mais tarde. Álias, e a Ravena, como está?
-Que Rav...?
E como numa outra sombra que cruza a luz, "alguém" se desfaz, deixando Riley sozinho, e com enxaquecas na porta do prédio aonde mora!

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