Ele estava sentado no banco da estação. Talvez aguardando o metrô, ou somente para acalmar um pouco. O Sol o cegava, mais o aquecia para o embate diário.
Sua guerra começou cedo hoje, sua jaqueta agora o incomodava pelo calor. Uma boa música pesada passada dos seus fones ao seu ouvido, o que ajudava a manter sua raiva.
Ele se sentia sozinho, mas os solos que o arrebentavam contra a realidade, lhe davam pequenos traços de amor. Traços que só Ela poderia fazer bem. A tal turquesa
Desde os que rasgam a alma, até os que acalmam a fúria de teu soco inglês, Riley se perde no solo, porque isso não o faz lembrar de mais nada, ele está longe e perto.
Só se dá conta ao perceber que uma senhora que havia descido do metrô o observava "solando" uma guitarra imaginaria. Logo John Riley sai em direção ao metrô; pelo visto já se satisfez da calma do banco.
Mais um dia está começando.
Mesmo com o metro vazio a este horario, John Riley se mantém em pé no metrô. De alguma forma, olhar o caminho percorrido através da porta, o fascinava.
O crepúsculo combatia com os ferros, coisa que ele já tirava de letra, menos a saudade de uma turquesa.
O caminho é calmo. Exceto por uma excentricidade particular de John Riley.
– John?
– Diz cara.
– O que tem em mente?
– Não sei, estou com saudades dela, mais acho que ela se esqueceu de mim.
Um homem, sentado ao lado de John o encara. Pelo visto ele não está acostumado a ver as pessoas conversarem sozinhas. É um mundo injusto e tenso.
– Nos vemos depois. – Diz John. Talvez para o vento.
– Ele sai do vagão do metrô, e se encaminha em direção à saída da estação.
Um cara só, andando sozinho. Mas algo além da sua compreensão o protege e acompanha.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
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Foi maravilhoso :D
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