terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Capítulo 3

John Riley, estava no alto da Pedra De Outono, cercado de sons de seu violão negro, esmrilhado por cordas de nylon, Ravena, com o olhar mais longe ainda, se deixava levar pelo som e pelas ondas que batiam, e respingavam em suas coxas, descendo ao baixo da saia, ela sentia algo, mais, era tão novo, que ela não sabia.
- Incrivel. - Dizia ela olhando para o horizonte.
- O que? - Perguntou John, sem cessar a musica.
- Como as coisas acontecem.
Se faz um espaço de silencio, como se John desse espaço pra ela decidir o rumo daquela conversa.
- Incrivel. - Dizia ela olhando para o horizonte.
- O que? - Perguntou John, sem cessar a musica.
- Como as coisas acontecem.
Se faz um espaço de silencio, como se John desse espaço pra ela decidir o rumo daquela conversa.
- Há pouco você era um estranho interessante no onibus e eu nem sabia para onde estava indo. Agora eu estou aqui, com um cara que as pessoas podem julgar louco.
- Podem não. O fazem.
- Acho que você me deve aquela explicação sobre seu "amigo".
- É... talvez.
- Talvez? Vai me dizer que não é um homem de palavra?
- Certo... Digamos que eu acordei e ele estava lá.
- Lá aonde?
- Não sei. Eu só sei que de tempos ele vem me "visitar". Ele aparece, e praticamente me julga. Me mostra o que eu ando fazendo. É um ótimo psicologo.
-Ele ao menos te entende John ?
-Mais do que qualquer um - diz John, tocando uma música bonita - Ele é um cara que entende de tudo um naco.
- Gostaria de conhece-lo.
- Acredite, não é facil carrega-lo.
- Olhe para mim. Estou no meio do nada com um cara que eu acabei de conhecer... Pode ter certeza de que nada é facil.
- É. Você está certa.
Ravena deixa sair um sorriso.
- E como ele é?
-Negro.
- Negro? Nossa, isso é um comentario que eu não esperava.
- Não. Não nesse sentido de negro. Ele somente não se mostra. Ele é escuro. Ele busca as informações, não as da.
-Como um espião ?
- Bom, isto eu não sei explicar.
- Coisa de louco.
- É, eu ouço isso sempre que saio na rua.
- Mas depois do que eu vi la dentro, prefiro ficar na minha.
-Poderia ser interessante - John olha ao horizonte, e para de tocar o violão.
-O que foi John ?
-Ouça isso.
-O quê ?
-O Movimento dos barcos cargueiros.
-Eu não vejo...Agora entendo.
De repente, atrás das pedras aparecem três barcos. Os barcos vão se aproximando aos poucos, e param a uma distancia consideravel das margens.
- É bizarro a maneira como eles conseguem manter este ritmo de sempre fazer a mesma coisa.
- Que coisa?
- Pescar.
- E o que você faz John?
-Eu ? Nada, sou errante. E você o que faz?
- Bem. Ultimamente? Eu fujo de casa.
- Está sem rumo?
- Completamente - E deixa seu olhar sumir por entre os barcos
O Sol se põe, dando ao verde-azul do mar, um tom ouro...Riley se atira numa pedra menor, e sem perceber se aproxima da Ravena.
-Que pulo, hein ?
- Hábito de andar sobre essas pedras.
- Você vem aqui com que frequencia?
-Todas as imagináveis. Quer um beijo ?
- Ei rapaz. Você acha que é assim? Me conhece no onibus a pouco tempo, me tras até um local reservado e quer dar em cima de mim?
- Você tem melhor opção?
- Não. - E ela o puxa pela gola.
-Lembre-se da turquesa. - Disse o soturno.
-Agora não.
-Era o seu amigo John ?
-É, mais, aonde estávamos ?
John, achou que na boca de Rae, acharia um gosto de turquesa, perdido há milhas, dias, anos. Mais, não foi dessa vez que o achou, então, ele se enconstou em uma pedra, e a fez encostar nele, deixando ela ouvir seus batimentos cardíacos, nesse momento, Turquesa o invadiu, e se confundiu um turbilhão de coisas
-Me dá mais um beijo Rae ? Eu te quero agora.
Foi uma longa noite aquela. Dois estranhos se conheceram em seu íntimo. E em meio à madrugada John se depara novamente com o "vulto".
- Feliz, John?
-Honestamente ? Você sabe o que eu acho.
- Qualquer um que conseguir ler as paginas da sua vida iria saber.
- Tem momentos que você se torna indesejavel.
E a sombra some.
-Obrigado ! - Disse Riley gritando, com a mão em forma de soco - Não volte tao cedo.
No alto da noite, Rae acorda.
-Nossa, pensei que foi um sonho...E foi tão surreal.
-Mais foi nosso Rae.
- Nossa! Eu realmente perdi a cabeça.
- Não se prenda a éticas e morais.
- É... Não sei o que dizer.
-Vem aqui, edeixa o tempo passar.
Ela se aproxima.
- O que você iria fazer aqui exatamente?
- Exatamente o que aconteceu.
- Como assim?
- Digamos que eu sai de casa sabendo que isto aconteceria.
-Você prevê as coisas ?
-Por aí...
- E o que acontece depois daqui?
-Nós vamos transar, mais, antes, você vai me dizer que é virgem, mais, é mentira, pois seu pai já fez isso com você.
- Você não deve se dar mto bem com as mulheres sendo direto desse modo.
- Elas não costumam fazer tantas perguntas.
-E como você sabe ?
-Eu sei porque me contaram. e porque sou detalista.
-Como assim John ?
-Bem, você não notou, que toda vez que eu ia percorrer seu corpo com a minha mão, você tremia, e tirava minha mão com força ? Até nessa hora seus beijos eram intensos
Ravena parece ficar um pouco estupefata.
- Nossa.
- São coisas que se aprende com o tempo. - John avança para cima dela novamente.
De cima o conhecido "amigo" fica a observa-los. E ele somente pronuncia uma coisa.
- Seres humanos são seres repugnantes.

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